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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

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Relatório Não Conclusivo sobre o Caso do Desabamento na Rua General Glicério

O Caso: Em 1967 ocorreu uma das maiores tempestades da história do Rio de Janeiro e em decorrência disso, uma das maiores tragédias também. Na rua General Glicério, no bairro de Laranjeiras, se localizava um conjunto de prédios construídos junto a uma encosta rochosa, onde antes era o terreno da fábrica de tecidos Aliança. O incidente aconteceu precisamente em 21 de fevereiro de 1967, próximo das 23 horas. Um deslizamento de terra provocado pelo acúmulo de entulho no topo do morro atrás da residência do Sr. Heládio Coimbra Bueno, na rua Belizário Távora causou o desabamento da mesma arrastando também, mais à frente, dois prédios de apartamentos localizados na rua Cristóvão Barcelos, matando imediatamente 124 pessoas.
Foram feitos trabalhos de resgate, mas a área soterrada era muito grande e a quantidade de escombros dificultou a retirada dos corpos. Nem todas as vítimas foram encontradas, o que indica que ainda hoje existem pessoas enterradas abaixo do terreno. Posteriormente foi executada uma grande obra de retenção pelo Instituto de Geotécnica, para que novos desmoronamentos não voltassem a ocorrer. Mas até hoje ninguém conseguiu construir mais nada naquele local e moradores próximos dizem ver vultos passando pelo terreno e em frente as casas vizinhas. Os relatos de vozes vindas do meio do terreno também não são incomuns.



A Investigação: Na noite do dia 23 de Novembro de 2009 (segunda feira), por volta das 20 horas, fui até o local acompanhado de um amigo. Estava levando apenas uma máquina fotográfica/filmadora digital comum.
O lugar exato fica na rua General Glicério depois da praça, virando o primeiro contorno a esquerda. É o único terreno não construído na área e se estende em uma encosta inclinada por pelo menos 300 metros acima, até chegar ao pé do morro. Hoje, depois anos depois das obras de contenção, o terreno é cheio de árvores e mato alto. Do lado esquerdo existe uma escadaria que leva até a rua de cima.
Logo que chegamos, fui conversar com o segurança da rua. Ele me disse que trabalha ali há 5 anos e conhece bem as histórias. - “Muitos moradores das ruas vizinhas evitam passar por essa escadaria e preferem dar uma volta maior para chegar até aqui. Tudo por causa do que dizem sobre o terreno. Você sabe, os vultos e as vozes...” –
Embora ele mesmo nunca tenha presenciado nada acontecendo no terreno, disse já ter visto vultos nas casas vizinhas.
Eram cerca de 20:30h quando eu pulei o muro e entrei no terreno com a máquina fotográfica. Comecei a tirar fotos aleatórias pois não senti nada demais no lugar. Em determinado momento, me abaixei e apoiei a máquina no meu joelho para bater uma foto. Logo depois olhei para o visor e vi que haviam manchas brancas naquela foto, então decidi bater outra, sem mexer a máquina de lugar. As fotos foram feitas em seqüência com cerca de 3 segundos de diferença entre elas. E o que apareceu na primeira, não saiu na segunda.
Mais tarde, analisando as imagens junto com os outros dois membros do grupo, Adriano e Neya, chegamos à conclusão de que os círculos semitransparentes que aparecem em primeiro plano na foto, são apenas o reflexo do flash em alguma partícula de poeira que estava próxima da lente. O que nos chamou a atenção, foram os pontos luminosos no fundo da imagem. Eles se comportam na imagem como objetos sólidos e não deixam a luz passar. Além disso, aproximando a imagem é possível ver um halo luminoso ao redor deles que não existe em círculos causados por reflexo de luz. Esse tipo de esfera luminosa não aparece em nenhuma outra imagem, ao contrário dos círculos semitransparentes que aparecem com menor intensidade em várias das 40 fotos que foram tiradas no local. Depois de uma pesquisa pela internet, percebemos a semelhança destes pontos luminosos com aquilo que é conhecido por ORBES e que denunciariam a atividade de energia paranormal no lugar.





Os vídeos e os áudios gravados no terreno não apresentaram nada de anormal. O fato de o terreno ser um local aberto e muito próximo de duas ruas tornou difícil a captação de áudios não contaminados. A todo o momento ouvíamos cachorros latindo, carros passando e até pessoas de prédios vizinhos falando.
Saímos do lugar por volta das 21:30h.

A Conclusão: O único fato curioso captado no lugar foram as esferas luminosas que aparecem na primeira imagem. Isso não pode ser levado como uma evidência conclusiva de que o lugar é ou não ativo. Porém o histórico e o número de mortes acontecidas ali, nos dão base suficiente neste caso para voltarmos uma outra vez.

Adem Ibrovic

6 Comentários:

Anônimo disse...

Projeto neblina adorei vcs logo q os vi no fantastico achei sua pesquisa muito interessante espero q vcs continuem assim por muito tempo q pena q vcs não tem um grupo em pernambuco iria gostar muito de ter vcs aqui gosto muito de vcs bjs....

LILIAN disse...

MUITO LEGAL A PESQUISA.SOU CARIOCA MAS ESTOU EM SÃO PAULO.SE PRECISAREM DE ALGO OU SE VIEREM FAZER ALGO POR AQUI, POR FAVOR ENTREM EM CONTATO COMIGO.
LILIAN.(lilianknapp@yahoo.com.br)

Bella S. disse...

Na verdade essas esferas brancas que podem ver na foto são apenas poeira que o flash captou, nada de mais!

bruna disse...

Tavez sejam vaga-lumes.

rbmatos disse...

isso não são orbes e sim a flutuação de umidade ou refração de poeira decorrente do flash, já tirei algumas fotos a noite e em locais parecidos e elas apresentavam essa mesma caracteristica, principalmente se a umidade relativa do ar estiver alta ou for perto de alguma fonte de água

Grupo de Estudos Dom Helder Câmara disse...

Projeto Neblina. Sou um preservador da memória em todos os sentidos. Gostei da sua iniciativa, mas algumas pequenas correções se fazem necessárias. Como morador da General Glicério e tendo lá nascido posso te afirmar e te dar prova testemunhal do que vou dizer: fala-se desabamento da General Glicério - eu também - mas há bem da verdade, nada aconteceu na General Glicério e sim nas ruas Cristóvão Barcelos, onde ficava o edifício de 4 andares quase esquina com a General, e rua Belisário Távora que era onde ficava a portaria de entrada do edifício que ladeava a escada, já àquela época existente, bem como sua irmã do outro lado. Este edifício bem maior acho eu que com 8 andares - também havia uma pequena entrada pela escada praticamente desabou sobre si mesmo. Tenho relatos de amigos de infância que lá moravam, lá morreram e graças à Deus alguns sobreviveram. Não havia acúmulo nenhum de lixo no alto do morro, visto que nem se conseguia lá chegar. E o fato ocorreu entre as 20 e 21 horas. E para concluir, pior e chuva e enchente o Rio sofreu em 1966, um ano antes. Esta chuva de 1967, foi mais localizada, tendo começado isoladamente sua destruição em Fevereiro na Dutra onde a estrada Rio-São Paulo foi tragada pelo rio que a margeava, acho que o Paraíba, levando alguns ônibus interestaduais em seu roldão. Lá perdi também, um amigo que estava num ônibus da Cometa. Abraços e desculpe-me pela intromissão.
Sergio.
PS.: além dos dois edifícios citados, na rua Belizário Távora do lado do morro havia uma casa. Tenho uma prima que a tudo presenciou ao vivo no 9o. andar do edifício que fica de esquina com a Cristóvão Barcelos. O edifício à esquerda do desabamento, olhando-se de frente, ficou com todas as suas estruturas e vigas de fora. Não caiu, também, não sei como.
Meu Email: spcostaster@gmail.com
Sergio